Bancários voltam a se reunir nesta tarde de terça-feira (13) com a Fenaban

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Mesa de negociações da última reunião com a Fenaban.

Acabou sem acordo a rodada de negociação desta sexta-feira (9/9), entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos- Fenaban. Após horas de conversa, o Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta de 7% de reajuste no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche e abono de R$ 3,3 mil oferecida pelos patrões na manhã de hoje. A categoria não abre mão de aumento real de salários.

Após a recusa, a Fenaban agendou uma nova rodada de negociação para à tarde da próxima terça-feira, 13 de setembro, em São Paulo.

A política dos patrões de tentar rebaixar a conquista dos trabalhadores foi mais uma vez criticada pelo presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, que participa das negociações. “A intransigência da Fenaban mais uma vez desafia a categoria. A resposta será mais agências paradas na segunda-feira e mais atividades de rua dos bancários”, ressaltou.

Esta foi a segunda proposta de acordo apresentada pelos patrões. No último dia 29 de agosto, a Fenaban já tinha oferecido 6,5% de reajuste e abono de R$ 3.000,00, que foi rejeitado pela categoria que decidiu pela greve a partir do dia 6 de setembro.

Com um movimento forte, os bancos agendaram uma nova conversa para esta sexta, na qual não houve avanços. Os sindicalistas já avisaram que esse modelo que traz perdas para os trabalhadores não será aceito.

l Lucros exorbitantes X Desemprego

Com os lucros nas alturas, os cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa) lucraram R$ 29,7 bilhões no primeiro semestre de 2016, mas, por outro lado, houve corte de 7.897 postos de trabalho nos primeiros sete meses do ano. Entre 2012 e 2015, o setor já reduziu mais de 34 mil empregos.

Bancários e bancárias convivem com um ambiente de trabalho adoecedor, com desgaste da saúde física e mental, em decorrência da metas abusivas, assédio moral e condições laborais inadequadas. A última estatística divulgada pelo INSS, entre janeiro e março do ano passado, revelou que 4.423 bancários foram afastados do trabalho, sendo 25,3% por lesões por esforços repetitivos e distúrbios osteomusculares e 26,1% por doenças como depressão, estresse e síndrome do pânico, revelando que as doenças do sistema nervoso já ultrapassaram os casos de LER/Dort.

l Fonte: Portal CTB

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