Brics Sindical: dirigente da CTB denuncia precarização das relações trabalhistas

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Primeiramente cumprimentamos o Presidente da Federação Nacional de Sindicatos dos Trabalhadores da China.

Caros companheiras e companheiros presente neste FORUM SINDICAL DO BRICS.

Em nome CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, vamos falar sobre os “Desafios do BRICS Sindical na promoção do crescimento inclusivo”.

O movimento sindical, atualmente, enfrenta uma realidade adversa em quase todo o mundo. Predomina um cenário de baixo crescimento das economias, altas taxas de desemprego, perda de direitos e crescente precarização das relações trabalhistas. Este é o caso do Brasil, que recentemente foi vítima de um golpe de Estado branco, e em geral das nações que compõem o chamado bloco ocidental.

Tal conjuntura reflete a crise global da ordem econômica e geopolítica internacional comandada pelos EUA e por instituições como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial empenhadas em impor, aos povos e países mais pobres e dependentes do planeta, políticas econômicas recessivas, que obstruem o caminho do desenvolvimento, afrontam as soberanias e reduzem direitos sociais.

Batalhamos no Brasil para resistir à ofensiva conservadora e construir uma alternativa ao neoliberalismo que assegure o crescimento das forças produtivas com justiça social, democracia e soberania. Sabemos que nossa luta não está isolada, mas antes estreitamente interligada à defesa de uma nova ordem internacional multilateral, democrática e pacífica.

Na opinião da CTB, a criação e progressiva consolidação do BRICS, desde 2009, abriram novas perspectivas para as nações consideradas em desenvolvimento. A instituição de um novo banco de desenvolvimento e um fundo de reservas para prevenir eventuais crises cambiais entre seus membros lançam as bases para uma nova ordem mundial.

Por isto, consideramos que o êxito do Brics vai ao encontro dos interesses das nações que o integram e devem ser respaldadas pelo movimento sindical. Mas não devemos ter uma atitude de meros expectadores desta nossa história. É preciso intervir com propostas avançadas para que os interesses maiores dos povos, e não apenas os das grandes empresas, prevaleçam nas relações internacionais, evitando-se a concorrência predatória, o hegemonismo imperialista e as guerras.

O progresso das forças produtivas deve servir a todos os seres humanos e não a um pequeno grupo de países ricos e, dentro destes, a uma oligarquia que significa, se muito, 1% da população. As exageradas desigualdades entre nações e entre classes sociais que dilaceram as sociedades contemporâneas devem ser combatidas em nome da paz e do desenvolvimento.

A luta pelo desenvolvimento com pleno emprego e valorização do trabalho deve orientar a agenda do movimento sindical e o maior ou menor protagonismo da classe trabalhadora e seus representantes na definição da nova ordem que começou a ser desenhada pelo BRICS será decisiva na determinação das mudanças que já estão em curso no mundo.

Deve ser observado que já existem diversas avaliações no sentido de que mesmo os países mais pobres podem ter políticas de proteção social. Por isso, países com diferentes níveis de desenvolvimento econômico devem ser motivados a melhorar seus indicadores. A principal meta, para promoção do desenvolvimento inclusivo e o combate à pobreza, deve ser a avaliação da capacidade desigual entre regiões e, assim, buscar a intensificação de suas próprias políticas públicas. E os avanços devem ser de acordo com suas capacidades de entrega de resultados.

E mais: a CTB solicita, ainda, que cada país membro dos BRICS venha a reafirmar – e reforçar cada vez mais – seus compromissos com as aplicações das Convenções da OIT.

Para concluir, em nome da CTB – Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, gostaríamos de agradecer a Federação Nacional de Sindicatos dos Trabalhadores da China pelo realização e suporte dado para este importante evento.

MÁRIO TEIXEIRA – CTB

Fonte: Portal CTB

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