ECT recua e apresenta nova proposta para a categoria; assembleia é nesta quarta-feira (14)

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Assembleia dos trabalhadores dos correiros em São Paulo

Trabalhadores e trabalhadoras dos Correios realizam na próxima quarta-feira (14) para analisar a contraproposta apresentada pela Empresa Brasileira de Correios (ECT). A categoria está em estado de greve desde a última quinta-feira (8), quando rejeitou por unanimidade a proposta apresentada pela Empresa.

A proposta anteriormente apresentada pela empresa foi considerada pelos trabalhadores um afronte aos direitos conquistados historicamente, com muita luta e mobilização de toda a categoria. “Com proposta de reajuste abaixo da inflação e retirada de direitos, atual direção da ECT, que acabar de assumir, quer impor retrocesso histórico nos direitos, salários e benefícios da categoria conquistados em muitos anos de lutas”, afirma Elias Cesário, o Diviza, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos de São Paulo (Sintect-SP) e vice-presidente da Federação Interestadual de Sindicatos dos Correios (Findect).

A categoria reivindica aumento real do reajuste salarial de 15% e R$ 300 linear. O sindicato adianta que, caso entre em greve, a adesão deve se estender por tempo indeterminado a partir das 22h da quarta.

Para o sindicalista, a proposta da ECT é clara. “Sob a desculpa de situação financeira ruim, ela quer cortar em mais de 20% os gastos com salários e benefícios. Apesar de ter retirado as propostas indecentes de banco de horas e flexibilização da jornada de trabalho, e de manter o pagamento do salário no último dia útil bancário do mês, ela manteve itens que significa jogar a suposta crise financeira nas nossas costas, reduzindo o que cada trabalhador recebe no final do mês”, relevou o dirigente.

l Confira a última proposta da Empresa

– Reajuste de 6% a partir de 1º agosto;

– Reajuste de 3% a partir de fevereiro;

– Reajuste de 8,74% em todos os benefícios partir de agosto;

– Incorporação da da GIP referente aos lucros da Empresa (R$100,00) a partir de agosto de 2016;

– Incorporação da parcela final da GIP (25%) a partir de setembro, com efeitos retroativos à maio;

– Manutenção de todas as cláusulas do ACT 2015/2016 – Sem nenhuma alteração;

– Manutenção da cláusula de Assistência Médica, com constituição de grupo de Trabalho em até 120 dias, com aprovação das assembleias de Trabalhadores para as propostas de redução de custo e melhorias de gestão do Plano de Saúde;

– Manutenção do vale cultura

l Fonte: Portal CTB

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