Novo salário mínimo está abaixo da inflação

In Galeria de Fotos

A Política de Valorização do Salário Mínimo foi criada para garantir aumentos acima da inflação e fomentar a economia interna. Essa política ajudou no crescimento do país e na “erradicação da pobreza de milhões de brasileiros e brasileiras”, diz Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

O cálculo passou a ser baseado no índice da inflação do ano anterior, acrescida da taxa de crescimento da economia de 2 anos antes. Apesar de ser aplicada desde 2007, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a valorização do mínimo virou lei somente em 2011, durante o governo de Dilma Rousseff, com a Lei 12.382/11.

Já o salário mínimo foi instituído em 1940 com valores diferenciados por regiões. Somente em 1984 é que foi unificado em todo o território nacional. Mas o mínimo era tão baixo que “estava na linha da pobreza”, diz Lilian Marques, assessora técnica do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O governo golpista de Michel Temer continua contra a classe trabalhadora. Aplicou um reajuste de 6,48% ao salário mínimo, passando de R$ 880 para R$ 937, a presidenta Dilma havia autorizado aumento para R$ 968. “Esse reajuste abaixo da inflação significa uma forte retração na economia que vai aprofundar ainda mais a crise no país”, explica Nunes.

De acordo com o Dieese 47,9 milhões de trabalhadores e trabalhadoras têm rendimento referenciado no salário mínimo. Por isso, “uma mudança nessa política causará ainda mais desaquecimento da economia, provocando mais desemprego”, reforça.

O aumento do salário mínimo acima da inflação incomodava demais ao empresariado, que queria a sua revogação e agora, mesmo com a aprovação pela Câmara dos Deputados em março de 2015, da manutenção da valorização até 2019, Temer rompe com ela em 2017.

Um dos principais argumentos para determinar esse aumento inferior ao índice da inflação, foi o alegado peso do salário mínimo na Previdência. De acordo com o Dieese, 68,6% do total de beneficiários da Previdência recebem salário mínimo.

A variação de R$ 57 em relação ao salário mínimo anterior significará custo adicional ao ano de cerca de R$ 17,142 bilhões para os 23,13 milhões de beneficiários, segundo o governo. “O governo sóm fala em despesas e nunca em sua arredadação”, diz Nunes.”Reajuste abaixo da inflação para o salário mínimo mostra que esse governo é contra a classe trabalhadora e contra o desenvolvimento autônomo do país”, conclui.

SECIR

O Sindicato já entregou a pauta de reinvindicações para 2017, inclusive do aumento salarial, para o sindicato patronal do comércio de Irecê (SINCOM) no início de dezembro. Hoje (05/01), os presidentes dos dois sindicatos se reuniram para marcar a primeira rodada de negociações. Apesar das dificuldades que surgirão com um salário mínimo tão baixo, o SECIR permanecerá lutando por valores justos para o trabalhador.

Informações do Portal CTB

You may also read!

Maio Lilás: campanha do MPT busca resgatar direitos dos trabalhadores

O Ministério Público do Trabalho (MPT) lançou nesta segunda-feira (7), a campanha Maio Lilás, que tem como objetivo discutir

Read More...

Qual é o futuro do movimento sindical?, indaga Clemente Lúcio, do Dieese, em reunião da CTB

O diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, foi o convidado desta

Read More...

Presidente do Secir, e escolhido como vice-presidente do ARESI

Aconteceu na sexta(20), no auditório do Secir, uma reunião, na qual foi discutido sobre a refundação da ARESI (Assessoria

Read More...

Leave a reply:

Your email address will not be published.

Mobile Sliding Menu