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Protestos e confrontos ocuparam as ruas durante votação do Golpe no Senado

Diversas cidades foram tomadas por protestos na noite da última quarta-feira (11). Contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, manifestantes saíram às ruas durante a votação no Senado Federal da continuação ou não do mandato de Dilma.

Em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, a Polícia Militar utilizou bombas de gás e spray de pimenta contra manifestantes pró-Dilma. Já no Rio de Janeiro, na capital fluminense, houve conflitos entre manifestantes em dois momentos diferentes.

Três pessoas foram detidas na capital do Estado de São Paulo: à tarde, o primeiro homem foi detido pela PM, após briga com grupo que defende o processo de impeachment. À noite, outros dois foram detidos depois de intervenção da tropa de choque.

Distrito Federal

Em Brasília, os atos começaram a ser organizados apenas no período da tarde. Cerca de 3 mil mulheres que participam da Conferência Nacional de Política para Mulheres deram início a uma caminhada até o Senado Federal, onde realizam protesto contra o afastamento da presidente Dilma Rousseff. No percurso, com instrumentos de percussão, gritaram palavras ordem como “não vai ter golpe”.

Os manifestantes acampados próximos ao Ginásio Nilson Nelson, organizados pela Frente Brasil Popular, também já se movimentam para seguirem ao mesmo local, bem como índios das etnias Xuburu, Funiô, Tabeba e Tremembe.

Já na Esplanada dos Ministérios, em frente ao Ministério da Justiça, a Polícia Militar do Distrito Federal, comandada pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB), usou bombas de gás e spray de pimenta contra os manifestantes pró-Dilma. Foram pelo menos dois confrontos em momentos distintos entre as partes.

Dezenas de pessoas passaram mal. Dois manifestantes tiveram de ser atendidos em ambulâncias no local. Uma das pessoas atendidas foi encaminhada ao HBB (Hospital de Base de Brasília).

São Paulo

Na avenida Paulista, próximo ao MASP (Museu de Artes de São Paulo), o movimento Povo na Rua promoveu iniciaram ato por volta das 18h, que bloqueou a avenida nos dois sentidos.

À noite, a tropa de choque da PM usou spray de pimenta para dispersar os manifestantes contrários ao impeachment. O público que acompanhou a ação da polícia a considerou exagerada.

Simultaneamente, dezenas de estudantes fizeram um ato na Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). O grupo, que puxava gritos como “fica, querida”, foi confrontado por manifestantes oposicionistas, mas, vigiados pela PM, não entraram em confusões. O protesto começou às 18h e por volta das 20h atingiu seu clímax, com a queima de pneus.

Em São Bernardo, na grande São Paulo, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC reuniu manifestantes na frente da sua sede, em ato que chama de “contra o golpe, em defesa da democracia e do mandato da presidenta Dilma Rousseff”. A mobilização começou às 6h30, e na sequência o grupo partiu em caminhada até o Km 21 da Rodovia Anchieta, pista norte (sentido São Paulo).

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, militantes da Frente Brasil Popular, de apoio a Dilma, e membros do movimento Direitas entraram em confronto na Cinelândia, no centro da capital fluminense. O confronto teve início quando um manifestante fantasiado de Batman, favorável ao impeachment, decidiu provocar os que defendem a legalidade do mandato da presidenta, passando no meio deles.

Mais tarde, já à noite, mais uma vez na Cinelândia, uma mulher, identificada como Flávia Tavares, que defende o afastamento da petista, repetiu a atitude do Batman e desfilou no meio do grupo adversário. Tornou a acontecer um breve conflito, logo apaziguado.

Fonte: CTB

 

 

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