Receitas de quem usa o calor para dar um refresco na crise

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Camila Soares, dona da Brozeadíssima Moda Praia

Em cidades como Salvador, que são quentes durante o ano inteiro, milhares de empresas e empreendedores individuais apostam nas altas temperaturas para lucrar, seja com alimentos leves e refrescantes ou acessórios para a praia. E com a chegada do verão, esta semana, tem muito mais gente buscando um lugar ao sol em tempos de crise.

“No verão, tem um público que se volta mais para alimentos saudáveis. Assim como, de outro lado, aumenta o consumo de feijoada e churrasco” Stephanie Ferretti, proprietária da Beterraba Arte Culinária

Uma pesquisa divulgada na última quarta-feira, pelo Ministério do Turismo, indica que brasileiros viajando pelo país durante a estação devem lançar mais de R$ 100 bilhões na economia. E é para quem está derretendo de calor, perto ou fora de casa, que alguns comerciantes querem apresentar suas novidades.

Há 20 anos em Salvador, o empresário paulista André Rossetto percebeu que havia espaço para o gelato, o modelo italiano de sorvete, sempre cremoso e que normalmente é feito à base de leite. Durante seis meses, Rossetto estudou como se faz o produto em Vicenza, na Itália, e certificou-se de que conseguiria por lá fornecedores de matéria-prima que chegasse à Bahia.

R$ 100 bilhões: Quantia estimada de gastos de brasileiros em viagem pelo país durante o verão, segundo pesquisa do Ministério do Turismo

Em um ano e meio de funcionamento na Avenida Paulo VI, Pituba, a Crema Gelato Italiano já tem cinco carrinhos de sorvete espalhados pelos grandes shoppings da cidade. “As pessoas cortam os supérfluos, mas como o nosso tíquete médio é menor, em comparação aos restaurantes, temos sofrido menos”, afirma Rossetto, um dentista por formação que virou empresário logo que chegou à cidade e agora oferece gelato às bocas soteropolitanas. Bem mais agradável do que o barulho daquela broca.

(Foto: Joá Souza/Ag. A TARDE)

Entusiasmado com a escolha que fez, André não compartilha da noção de que é difícil encontrar mão de obra qualificada em Salvador. “É um problema de gestão, minha equipe foi treinada, mas há empresários que não querem investir nisso”, afirma.

Camila Soares começou sua vida de comerciante vendendo biquínis de marcas diversas. Até se dar conta de que muitas de suas clientes usam números diferentes para as partes superior e inferior da peça. Veio então a ideia de se associar à mãe, costureira, para confeccionar biquínis por encomenda. Surgiu assim há dois anos, em Cajazeiras 6, a Bronzeadíssima Moda Praia.

“Hoje 80% de nossas vendas são por encomenda e o restante é estoque”, afirma Camila, que faz serviço delivery em Salvador.

O superintendente do Sebrae, Adhvan Furtado, alerta para o risco de abrir um negócio durante a crise apenas por necessidade. “O ideal é que haja uma clara oportunidade de empreender”, destaca Furtado.

Fonte: A Tarde

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