Resolução do Conselho Político da CTB: Eleger Haddad e derrotar o fascismo

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ELEIÇÕES 2018 – Eleger Haddad e derrotar o fascismo

Após analisar o resultado das eleições realizadas no último domingo, 7 de outubro, o Conselho Político da CTB aprovou a seguinte resolução:

1-   Depois de consumado o primeiro turno do pleito presidencial ficaram definidos dois campos políticos antagônicos. De um lado temos a candidatura de Fernando Haddad, que defende a democracia, os direitos sociais e a soberania nacional. Do outro, concorre Jair Bolsonaro, um político de extrema direita, partidário do autoritarismo fascista, do entreguismo e da supressão de direitos trabalhistas.

2-   Haddad propõe a revogação da reforma trabalhista de Temer e da Emenda Constitucional 95, que congelou os investimentos públicos por 20 anos. Defende o aumento dos investimentos públicos; o combate ao desemprego; o fortalecimento da agricultura familiar; a valorização do salário mínimo; a democratização dos meios de comunicação; uma política externa soberana, com ênfase no Brics e na integração latino-americana, e outras propostas alinhadas com os interesses do povo e da nação brasileira.

3-   Em contraposição, Bolsonaro é um político comprometido com os interesses das grandes empresas nacionais e estrangeiras. Anuncia o aprofundamento da agenda privatista, com a entrega ao capital estrangeiro de empresas como Petrobras, BB, CEF e Eletrobras. Defende a reforma da Previdência de Temer, orientada para o fim das aposentadorias públicas e a privatização do sistema. Seu vice, o general Mourão, quer acabar com o 13º Salário.

4-  O candidato da extrema direita não tem apreço pela democracia, as liberdades
individuais e os direitos humanos. Defende abertamente a tortura e rendeu
homenagens ao maior torturador do país, o coronel Brilhante Ustra, ao votar
pelo impeachment de Dilma. Também declarou que o regime militar errou porque
matou poucos opositores.

5-   Ele é o porta-voz da militarização do governo e do Estado, um caminho aberto para o fascismo. Sua vitória seria o coroamento do golpe de Estado de 2016 e a radicalização da agenda de restauração neoliberal,com cortes ainda mais drásticos dos investimentos públicos, o que pode significar o desmantelamento do SUS, menos verbas para a educação, redução do valor real do salário mínimo e arrocho do funcionalismo, além do fim das aposentadorias.

6-   A maioria dos eleitores do candidato fascista, sufocada pela crise e ansiando profundas mudanças, desconhece os seus reais propósitos e projeto. Não sabe o perigo que representa para o Brasil e nossa classe trabalhadora e se deixa enganar pela máscara de bom moço e político antissistema que ele vestiu após a fatídica facada. Por isto, será
indispensável redobrar o trabalho de conscientização e esclarecimento do
eleitorado acerca dos riscos que ele representa e a verdade sobre os dois
projetos e caminhos que estarão em confronto no dia 28 de outubro.

7-   O povo trabalhador sofre com o desemprego em massa, explosão da violência, estagnação da economia, redução de direitos, arrocho dos salários, cortes nas verbas para o SUS, educação, habitação e infraestrutura e ainda corre o risco de perder o direito à aposentadoria. Este é o saldo objetivo do golpe de Estado de 2016 e da agenda imposta pelo governo ilegítimo e corrupto liderado por Michel Temer, que Bolsonaro promete não só manter como aprofundar.

8-   Mas em contraste com o risco de um retrocesso maior, o segundo turno das eleições embute a esperança de derrota e reversão desta agenda golpista.  Entre os dois caminhos opostos é Haddad e não Bolsonaro quem melhor representa e personifica a mudança que o povo reclama e anseia.

9-   Ciente de que o pleito que se avizinha é crucial para os destinos do Brasil e da nossa classe trabalhadora, a CTB defende a mais ampla unidade das centrais e das forças democráticas e patrióticas contra a extrema direita e orienta as entidades filiadas e o conjunto de sua militância a se envolver de corpo e alma na campanha deste segundo turno com o objetivo de eleger Haddad e derrotar o fascismo.

São Paulo, 8 de outubro de 2018

Conselho Político da CTB

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